A reciclagem e a "pancadinha nas costas"
Hoje trago-vos um pouco de política, calma, não desistam já! Não é dessa política que devem estar a pensar... Falo da política dos 3 R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), alternativas que são são consideradas importantes na ação preventiva na preservação do ambiente, e que tentam minimizar esses impactos, já ouviram concerteza falar, ou quem sabe, de Economia circular?
Economia Circular é um conceito estratégico que
visa reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar alguns materiais e energia e que
substitui o conceito de fim-de-vida da economia linear.
A política dos 3 R´s integra este conceito e tem por objetivo fazer parte de um
processo educativo para modificar os hábitos da sociedade relativamente ao
consumo exagerado e ao desperdício.
| Imagem retirada de mipmed.com |
Ao
comprar, optando por artigos em segunda mão, voltamos a estar em sintonia com o
segundo R, Reutilizar, dar nova vida, mesmo artigo, uma nova história!
Felizmente, esta prática também está no bom caminho para se tornar cada vez
mais uma opção de escolha por parte dos consumidores.
A última, a Reciclagem, gostaria de me debruçar um pouco mais sobre ela neste post. A Reciclagem deve existir quando algo realmente precisa ser descartado e que é o processo de transformação de algo usado, em nova matéria prima, para que volte a ser utilizada e reinserida novamente no processo produtivo, impedindo o recurso a novas matérias. Existem diversos materiais que podem ser reciclados para além dos clássicos integrantes dos contentores que todos conhecemos, papel, vidro e embalagens. Uma anterior crise (aliada a leis mais reforçadas) tornou-se motivadora por exemplo, para a reciclagem de metais ou baterias. Quem não se lembra de algum mono abandonado na floresta ou à beira de uma estrada? Não parece haver melhor motivação para o comum dos mortais do que trocar algo por algum dinheirito extra. Facto é, que nunca mais se avistou algum, ou pelo menos com essa frequência! Até os tecidos (uns mais facilmente que outros) podem ser reciclados e servir para isolamento de casas, por exemplo.
A
Diretiva
Europeia para a Gestão dos Resíduos veio confirmar
o princípio do poluidor-pagador, de acordo com o qual os custos da gestão de
resíduos são suportados pelo produtor inicial desses resíduos, aplicado na
prática por exemplo a entulhos de construção de
construção civil, entre outros.
Existe
algo, no entanto, que me provoca algum
desconforto na Reciclagem (perdoem-me, a minha sincera opinião). Não no seu
conceito, necessidade, nem o seu objetivo, aí, sou totalmente a favor e
defendo. O que me incomoda no processo é o facto de contribuirmos a custo 0 com
a matéria prima e quando voltamos a comprar, se optarmos por algo reciclado,
quiçá até pagaremos mais do que o produto dito “normal”. No fundo, sinto que
estamos sempre a fornecer matéria prima (o nosso vidro, plástico, o nosso
tempo, o que for...) para alguém sair economicamente beneficiado. Não me parece
justo e encorajador!
Já se notam algumas mudanças de paradigma em grandes cidades europeias, no entanto, aquém das que a meu ver deveriam existir. Já nem digo pagar-se diretamente ao depositante no ato da separação e reciclagem, mas mais que não fosse, um acumular de pontos em mais um cartão, ou descontos nas suas despesas mensais, que lhes proporcionasse pelo menos o efeito de recompensa. Um cartão mais e uns euros a menos na hora de pagar, não faria mal a ninguém, e o cartão poderia ser feito de plástico reciclado! Seria como aquela máxima do “pancadinha nas costas” ou um “bom trabalho (well done)”, muito utilizado na gíria. Fora de brincadeiras, subinho que continuo e continuarei crente e ativa em qualquer um dos 3 R´s! No meu caso, acrescento um R extra, de resiliente!

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