Moda, qual delas?
Moda é sinónimo de costume e que remete a estilos de vestuário de uma determinada sociedade, num determinado contexto histórico.
Para criar um estilo, são utilizados 5 elementos básicos como a cor, a silhueta, a forma como cai, a textura e harmonia.
Considerada como fenómeno socio-cultural, a moda aborda os valores da sociedade, passando por hábitos e usos numa determinada altura. Quando se fala de estilismo e design, fala-se de elementos integrantes deste conceito.
A moda pode ser vista como um sistema que, alinhada com o vestuário e o tempo, integra um ato simples de usar roupa (para nos aquecer, proteger...) num contexto maior, quer seja político, social, sociológico e cultural.
A moda etnocêntrica, que coloca a etnia da qual se faz parte como eixo central de uma determinada interpretação ou concepção do mundo, apesar da globalização, continua predominante, uma vez que a moda enquanto fenómeno, só se tornou “universal” em meados do séc. XIX com o aparecimento da crinolina (dos vestidos das damas). Até aqui, cada povo tinha a sua forma de se vestir e ornamentar, existindo vários estilos numa mesma época. Como exemplo de culturas que ainda possuem o seu próprio “universo de moda” temos a cultura Muçulmana, grande parte da Índia ou comunidades indígenas espalhadas pelo mundo.
Para se manter viva e dinâmica, a moda vai-nos surpreendendo com cores diferentes, tendências novas, cortes inusitados e inovadores.
A quem tem por hábito seguir de perto estas tendências, normalmente preza pela inovação e ousadia, pela novidade e estranheza de algumas peças. Confesso que às vezes ainda fico “de risco ao lado” com algumas peças, mas estranha-se e depois entranha-se!
Já averiguámos o que é a dita moda, mas de onde surgem estas tendências? Dos grandes designers? Da Indústria da moda? Dos Influencers?
Existe um processo circular, que começa no indíviduo, pessoas comuns. Depois de elaborada pela indústria e mercado, retorna às pessas comuns. Se há alguns anos eram os “fashionistas”, pessoas que lideravam a moda, hoje o monopólio das decisões é nosso, os consumidores.
Seguir as tendências “cegas” da indústria da moda já não parece ser uma prioridade na sociedade moderna. Cada indivíduo tenta adotar o seu próprio estilo, comunica com o seu corpo da forma com que mais se identifica, contrariando a forma como acontecia até há alguns anos.
Sem pensarmos muito nisso, assim que nos levantamos da cama, a moda salta das nossas gavetas e armários e se hoje nos apetece riscas a fazer pandã com bolinhas, porque não?
Hoje as pessoas vestem com firmeza aquilo com que se sentem bem, sendo elas a inspirar a moda. Hoje, para se ser “cool” é ser exclusivo na forma de apresentar em comunidade (local, mundial...). A mesma peça, apesar de vendida na mesma loja, ou que venha do mercado de roupa usada mais perto, vai ser assumida de forma diferente por cada um e estilizá-la de acordo com a sua forma de ver a moda. E para mim, essa riqueza que cada um coloca na sua forma de comunicar através da roupa e acessórios, irá refletir-se na forma como interagimos com os outros, na nossa segurança, na alegria e na nossa felicidade. Se nos faz bem, esta tendência é que deve mesmo ser para seguir!
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| Imagem retirada de https://www.pexels.com/pt-br/procurar/roupa%20usada/ |

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