Perdidos e (nunca) achados!

A expressão “perdidos e achados” remete-me a tempos da escola, onde na secretaria ou na secretária da professora, existia sempre uma caixa que guardava todo o tipo de objetos. Perdidos ou abandonados, não me admirava que ainda hoje estejam esquecidos num armazém qualquer ou em algum arrumo empoeirado da escola. Canetas, borrachas, blocos perfumados, um ou outro brinquedo de bolso típico da década de 80 e até cartas de amor em papel quadriculado! Seria giro hoje em dia fazer uma visita arqueológica a esses espaços e recuperar essas cápsulas esquecidas! Embaraçoso, diria eu!

Imagem retirada de shopee.com.br

Já numa outra fase da minha vida, já com 2 filhos e uma cabeça com cabelos brancos, novamente os “perdidos e achados”, neste caso, mais perdidos do que achados. Chaves da porta e roupa! Só o meu filho mais novo, contribuiu com vários quilos e uma imensidão de registos nos escritórios dos serviços públicos. Pior é que aos 17 anos, e desde o infantário, este flagelo não está terminado...é uma fase, dizem os avós, pois sim!

Uma certa altura, de Inverno, altura do ano em que mais precisamos da roupa para nos aquecermos ou proteger da chuva, não existia semana, pela manhã, em que não houvesse este tema no hall de entrada... No stress de sair de casa, lá se ouvia o remexer de tudo à pressa e nada de casaco à vista! A lenga-lenga já podia estar exposta num quadro lá em casa, de tanta vez que se repetiu... “vai perguntar ao senhor do autocarro, vê na escola, na casa do Guilherme...”. Nada, não me recordo uma única vez que tenhamos conseguido recuperar alguma peça. E claro, de tantas peças que se perderam, ao fim de semana lá ía à loja desportiva mais perto em romaria, comprar mais um casaco, pois sem agasalho também não podia (mas devia) andar...

Eu cá nunca fui muito de perder coisas, mesmo agora, telemóvel, chaves, não é coisa que me aconteça muito, mas nunca se sabe... no melhor pano cai a nódoa!

Existem sítios propícios para que isto aconteça, quer seja no metro, comboio, aeroporto, no escritório do trabalho (canecas e máquinas de café, ninguém precisa?!), se formos a ver, as nossas peças e o nosso ADN está espalhado por todo o lado. Normalmente, todas as câmaras municipais ou associações locais têm o seu espaço dedicado ao cidadão, muitas vezes online. Lá podemos registar e entregar ou iniciar a procura pelo nosso objeto perdido. Não sei até que ponto o comum dos mortais vai de facto entregar um telemóvel XPTO ali, mas convém manter a fé na Humanidade!

Na pesquisa sobre este tema, apercebi-me que até em determinadas Câmaras Municipais podemos verificar se animais perdidos possuem chip e chegar ao seu dono (não entregá-los, mas, verificar o registo). Uma plataforma interessante que descobri (foi novidade para mim, ignorância minha) foi a dos Perdidos e Achados e que faz parte do Sistema Integrado de Informação sobre Perdidos e Achados do Ministério da Administração Interna. Esta plataforma reúne informação de Postos e Esquadras no nosso país, por isso, vale a pena relembrar que se porventura encontrarmos documentos abandonados em espaços públicos, devemos proceder á sua entrega a estas entidades ou mesmo nas outras, desde que possuam uma estrutura de receção destes objetos.

Não custa ajudar, muito certamente alguém mais distraído poderá andar às voltas e voltas, quer seja pelo cartão do cidadão ou peça de roupa! Ah, e entretanto, se alguém avistar os casacos perdidos do meu filho, avisem por favor!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Armário cápsula, remédio santo!

VasculhARTE

A reciclagem e a "pancadinha nas costas"